A Privatização da TAP é um grande negócio e a TAP
uma empresa de interesse estratégico Nacional ...
Existe
um único interessado na compra ... o que dificulta um bocadinho ... é ele o Sr.
Germán Efromovich, um empresário que começou a vida a vender enciclopédias e
que lá foi construindo um grande império, é conhecido por comprar em contra
ciclo, ou seja, entrar nos mercados e investir quando está mais difícil ... mas
ao mesmo tempo há mais e melhores oportunidades. Não é homem para fazer
negócios e perder dinheiro.
Efromovich entregou a sua proposta vinculativa
para ficar com a companhia aérea nacional de bandeira e, segundo o Jornal de
Negócios, vai pagar menos 15% face à sua proposta inicial não vinculativa, que
pelos vistos também já não era grande coisa.
O
que me interessa neste tema
é o facto de falarmos de um empresário colombiano,
de naturalidade polaca, que nascido na Bolívia e se naturalizou brasileiro, que
entretanto contornou a legislação europeia que proíbe a venda de mais de 49,9%
de uma empresa estratégica na aérea de transportes a um não comunitário - na
semana passada tirou o passaporte polaco e abriu uma filial no Luxemburgo para
comprar a TAP. Toda a gente parece achar isto normal ... mas é dar um TAPa nas
leis ... TODAS!
Vale a pena saber que as empresas por ele compradas recuperam e crescem ... não me preocupa a Tap, ainda menos quando o Sr. Já tem outra companhia aérea que quase não opera deste lado do Atlântico e que poderá assim crescer e passar a Global ... com a TAP. O que tem aqui de nos chamar a atenção – aos Portugueses – é o preço. Então vamos ao preço. A imprensa tem dado conta que Germán Efromovich vai "pagar" 1,5 mil milhões pela TAP, porque vai assumir dívida de 1,2 mil milhões, injectando 300 milhões para repor os capitais próprios negativos da empresa e ainda dá 20 milhões de encaixe ao Estado. ... É um erro!
Vale a pena saber que as empresas por ele compradas recuperam e crescem ... não me preocupa a Tap, ainda menos quando o Sr. Já tem outra companhia aérea que quase não opera deste lado do Atlântico e que poderá assim crescer e passar a Global ... com a TAP. O que tem aqui de nos chamar a atenção – aos Portugueses – é o preço. Então vamos ao preço. A imprensa tem dado conta que Germán Efromovich vai "pagar" 1,5 mil milhões pela TAP, porque vai assumir dívida de 1,2 mil milhões, injectando 300 milhões para repor os capitais próprios negativos da empresa e ainda dá 20 milhões de encaixe ao Estado. ... É um erro!
Basta olhar para o último relatório anual da TAP e se por um lado é verdade que Efromovich fica com a dívida da TAP (1.230 milhões) - aliás fica com o passivo todo de 2.324 milhões – então também é verdade que fica com todos os activos da companhia (1.981 milhões). A bem da verdade a única coisa que Efromovich está a pagar são os capitais próprios negativos da TAP, de 343 milhões no final de 2011.
Mas
para saber se 300 milhões é muito ou pouco é preciso saber quais são as
sinergias (está um pouco banalizado mas aqui é tudo!) que Efromovich vai conseguir
entre a TAP e a Avianca e convém ter em conta a não coincidência de rotas (na
Europa a Avianca só voa para Espanha) e o negócio que a TAP já tem no Brasil, calculo
que as sinergias sejam bem superiores aos 300 milhões, aliás, por alguma razão
o grupo de Efromovich se chama Synergy!
O
tradicional elemento de distração por cá é o suposto encaixe de 20 milhões para
o Estado, vinte milhões não chegam para pagar metade de um A318, o avião mais
barato e mais pequeno da frota da Airbus da TAP. Mas vou mais longe, como é que
o Governo vai justificar politicamente que vai encaixar com a TAP metade
daquilo que conseguiu com o BPN?
Perante a ausência de mais candidatos para que se possa fazer a privatização numa lógica aberta e em concorrência, ou até por leilão, o Governo deveria suspender ou até abortar a venda. Mais, se desde 1998 a TAP não recebe dinheiros públicos, por imposição comunitária, então é capaz de sobreviver mais algum tempo sem injecção de capital ou até cumprir as mesmas leis comunitárias ... e não fazer de conta que o Sr. até pode, ao abrigo das mesmas leis, comprar a TAP ... Mas se o Governo não estiver disposto a esperar por melhores dias, então que avance ele próprio com a reestruturação da empresa antes de colocá-la no mercado, que aposte e invista no ‘spin-_-off' do negócio que gera défice no Brasil (área da manutenção), algo que limparia o balanço da TAP, que venda só a SA (negócio da aviação) que é uma empresa saudável e lucrativa. Com esse encaixe pode passar à reestruturação ou assumir as perdas no Brasil, mas aposto que no fim desta sugestão era bem capaz de sobrar mais de 20 milhões ...
ou acham que o Efromovich quer comprar algo sem potencial, que não vai fazer mais ou menos o mesmo!?
A TAP não é o BPN!
Perante a ausência de mais candidatos para que se possa fazer a privatização numa lógica aberta e em concorrência, ou até por leilão, o Governo deveria suspender ou até abortar a venda. Mais, se desde 1998 a TAP não recebe dinheiros públicos, por imposição comunitária, então é capaz de sobreviver mais algum tempo sem injecção de capital ou até cumprir as mesmas leis comunitárias ... e não fazer de conta que o Sr. até pode, ao abrigo das mesmas leis, comprar a TAP ... Mas se o Governo não estiver disposto a esperar por melhores dias, então que avance ele próprio com a reestruturação da empresa antes de colocá-la no mercado, que aposte e invista no ‘spin-_-off' do negócio que gera défice no Brasil (área da manutenção), algo que limparia o balanço da TAP, que venda só a SA (negócio da aviação) que é uma empresa saudável e lucrativa. Com esse encaixe pode passar à reestruturação ou assumir as perdas no Brasil, mas aposto que no fim desta sugestão era bem capaz de sobrar mais de 20 milhões ...
ou acham que o Efromovich quer comprar algo sem potencial, que não vai fazer mais ou menos o mesmo!?
A TAP não é o BPN!


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