sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Inacreditável ... mas não é o discurso da Isabel Jonet ... Algumas “coisas” soltas sobre o tema ...


Só porque tocou no que para mim é o busilís da questão, na doença!

1 - A Sra. deu uma opinião pessoal que no fundo repete o que todos dizemos e sabemos ser verdade (não gostamos é de ouvir) e talvez por isso reagimos, não lhe admitimos tal coisa ... (acho que é mais por estarmos cansados, revoltados, indignados ... mas isto sou eu) A Sra. Jonet dirige só a maior associação do País que recolhe alimentos e os distribuí por quem mais precisa (ou se apresenta como tal) já que cada vez mais há uma classe média  (muitos desempregados, mas com bons carros novos, iphones e ipads, etc., mas que recorrem ao BA ...). Factos, só isso ... as coisas mais difíceis de ouvir (ou neste caso ler) normalmente são as que não podem deixar de ser ditas (ou escritas) ... é só ouvir o que é dito, mas com calma e abertura de espírito ... Eu também não a gostei de ouvir ... mas ouvi, como acho que deveríamos todos fazer ... Não estará ela no seu direito – dar um opinião!? Não terá ela credibilidade e moral para falar, tendo em conta quem é!? E quantos dos que criticam fazem sequer algo para ter o mesmo tipo de moral que reclamam? Queriam música!? ;

2 - Já há, claro, uma petição que pede a sua demissão. Actualmente, graças à tecnologia, há uma para quase tudo, não necessariamente lógicas ... mas enfim ... a evolução NUNCA foi uma linha recta ...). Tanto quanto sei, poderei estar errado (e agradeço que corrijam se for esse o caso) terá sido redigida pela historiadora Raquel Varela, autora do estudo “Quem Paga o Estado Social em Portugal” (Livro que supõe lucrar ... e gerar dinheiro à autora que ainda mais tem interesse em associar-se a estes temas ... ao contrário da Sra. Jonet ... parece-me relevante e de se tido em conta) que declarou à TSF: (e aqui é que convém reparar na repetição do mesmo mas por outras palavras, dito por outra pessoa, com outros interesses ...que para mim estão claramente em conflito, apesar de ser mais um facto ...):
<<temos hoje um padrão histórico novo, com pobres gordos e ricos elegantes, justamente porque a fome não é só uma questão calórica>>.
... "Não foi considerado ainda por ninguém o facto de esta última ter declarado que os pobres são gordos e têm, afinal, calorias a mais"!? ... Pobres que passam fome ... mas são obesos!? ...  só isso dava tema já que a FOME  é um dos maiores flagelos  ... e obesidade é provocada pelo que já se sabe ... e não é a fome ...  certo!?
... e já agora, sobre esse tal livro,  uma pergunta que é CENTRAL (já que o livro tanto tem servido de argumento, e bom!): Alguém definiu o que é o Estado Social, ... mas não sei bem quem ... nem como ... nem o que considerou ser o Estado Social ... mas o que é certo é que é aí que reside o epicentro ... Já que a primeira questão seria mesmo essa, o que é o Estado Social? Quais as suas obrigações, e quais são mais prioritárias? ... Qual vem primeiro, e depois, e depois, ...!? E quem definiu quanto custa o quê, e como!? ...
Só um Exemplo: Para mim a Saúde é prioritária ... mas a Saúde não deveria incluir abortos liberalizados sem limites nem controlo ... não quando há DOENTES a quem o SNS não chega, não é ser contra o aborto é ser contra não tratar da saúde das pessoas ... mas ao mesmo tempo pagar 11 abortos a alguém ... (posso recordar artigos e estudos que mostram isto mesmo!) ... dói, mas é a verdade.;

3 - Exemplos contrastantes ... <<O Sting deu um concerto em Oeiras este ano e a sua produtora anunciou com grande gala que as sobras da comida dos camarins iam para instituições de caridade...>>  ... deu os restos ... ;) ... a mim fez-me pensar ... e em contraste, ainda mais!
... Também há uma petição pela manutençãoo da Sra. Jonet na presidência do BA, uma entidade privada que nomeia e escolhe legitimamente os seus dirigentes, qual ganha? A com mais assinaturas!? (Estudo sobre as petições);

4 - Isto da Jonet é uma análise. Só Uma opinião! ... (de quem até já provou merecer algum reconhecimento e credibilidade) ... Não percebo nem perceberei como continua tão boa gente (sinceramente!) a ouvir seja quem for (ex: José Gomes Ferreira,  Medina Carreira, etc.) quando lhes serve ... e depois ficam-se por onde lhes serve ... mas posso partilhar (outra vez) alguns vídeos desses Senhores a explicarem porque é que a culpa é "minha e tua", a mostrarem como vivemos de facto desfasados da realidade (traduzindo por miúdos, acima das nossas capacidades) ... vou mais longe, TODAS as semanas seja na SIC, na RTP ou na TVI ... os portugueses votam e opinam como os Portugueses não sabem gerir as suas próprias finanças, ou algo parecido ... e hoje é mais um dia (na SIC) ... E quem não ache que a malta, de uma maneira geral, o tem feito ... que se chegue à frente, respeitarei, mesmo não concordando. Juro não fazer nenhum tipo de petição pública contra vós nem a pedir a vossa demissão ...;

5 - Bem mais sério para se julgar, ou não, o seu trabalho e até o BA é recordar que já por várias vezes apareceu comida recolhida pelo mesmo (que está identificada como oferta ... não podendo ser vendida ...) à venda em locais privados ... ou até a servir de ingredientes em cantinas que depois vendem as refeições ... !? A mim parece-me bem mais relevante! ... bem mais razão para demissão ... ou até para petição ... mas sou eu ... vale o que vale ...;

6 - E ouvir e respeitar opiniões diferentes da nossa demonstram algo que faz imensa falta na sociedade ... e sem essa vontade ... abertura e flexibilidade ... nada feito!



E agora vem a minha, que não vale nem mais nem menos que a da Isabel, nem que a tua, ... Sim vivemos acima das nossas posses (não és tu ou Eu ... não é pessoal, somos nós os Portugueses ...), e o País ainda mais ... e os Governantes dos últimos anos ... nem se fala!

Temos é sido empurrados para tal ... seja por campanhas dos cartões de crédito, do falso poupar (compre agora este frasco que custava antes 1000 e agora vendemos por 10 ... poupe 990 ... e a malta compra e diz que poupou 990 ... mas não percebe que na verdade gastou 10 ... em algo que muito provavelmente não precisa ...) leve agora e pague depois .... em x prestações sem juros ... (chama-se dívida!) ...  lógico que até os governantes se habituaram a praticar isso ... construir agora e pagar depois (tipo as PPP’s) ... convém recordar por exemplo que o último Governo PS foi eleito e reeleito com Maioria (uma delas absoluta...) e que afinal só replicaram o que era normal fazer ... logo era normal ... daí a ser correcto ... quantos preferiram um carro não novo mas comprado a pronto, como eu!? Podia ter-me endividado ... e andava sei lá, por exemplo de BMW, ou de Passat carrinha ... conheço desempregados que  andam em carros NOVOS ... e alegam não ter dinheiro para as suas obrigaSllllder a viver com menos, precisamos aprender que  e n assim bem mais ... na nomra!xo das ondas, sozinho e por iniciativa)r alções.
Sim precisamos de consumir menos, de aprender a viver com menos, de aprender que riqueza não é material ... muito menos às custas de endividamento,  ... e o humanismo, e o espiritual, e a riqueza moral e intelectual, ... e a riqueza nos valores, nos princípios, ... Essa deveria importar mais ... aí acho que somos deveras pobres ...
A Sra. chega a dizer (Aos seis minutos): <<viver com menos não significa necessariamente maior pobreza ...>> não no que realmente importa ... mas lá está, não interessa ... felizmente já encontrei mais pessoas que vêm isto, e muitas delas não pensam como eu, bem pelo contrário .... ;)
<<A própria autora do manifesto “anti-Jonet” disse à TSF que o que caracteriza os nossos pobres é serem gordos....vá lá....por favor....ela não disse barrigas inchadas de desnutrição em África .... ela disse GORDOS!!!!>>
... lá está, para mim, o maior exagero, são, mais uma vez, as reacções exageradas ... muitas até mesmo erradas (por não terem fundamento ...) já que primeiro devemos ouvir e compreender e só depois (porque o fizemos e porque até  temos algo melhor para acrescentar) criticar ... caso contrário ... não critiquem, façam melhor ...  primeiro façam melhor que a Jonet e o BA ... e aí, boa sorte. ;)
P.S. - Adoraria sinceramente que me explicassem o que de facto é que foi dito que é assim tão grave, gostaria de perceber, já não ia muito à bola com a Sra. mas pelas razões que friso no ponto 5 e que continuam completamente fora da conversa.

Perde o BA ... Perdem os voluntários e perdeu muito boa gente.

Defenderei SEMPRE o senso comum, o bom senso, o discernimento, ... mas sei que sou algo idealista e até paradigmático ... que também eu exagero nas reações, ... nada pessoal!
Mais do que dissecar as divergências ... é importante perceber que bem maior é a área em comum!

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

A nossa primeira Urgência enquanto Pais foi com a Mãe




Esta noite deu-se a nossa primeira emergência enquanto agregado familiar a 4, e deu-se com a Mãe ... que  se sentia mal, passava mal ... mas que para variar não queria nada nem ir ao Médico (sim que isto de as Mulheres serem menos fiteiras, que até são! Depois tem isto ... acaba quase sempre uma crise ... numa emergência, ao contrário do mais habitual comportamento dos meninos ... que pedem logo – ou só mais cedo – atenção, médico e drogas para ajudar!).
Após quase uma horita a tentar sensibilizá-la para o facto de ter de tentar prever como correria a noite a continuar assim, tentar antecipar uma possível emergência a meio da noite com tudo e todos já a dormir,  concordámos que seria melhor ir às urgências (ainda mais depois de um telefonema para a linha médica que nos confirmou  - <<Tem de ser observada quanto antes numa unidade hospitalar>> e lá fomos!
Felizmente cá por casa temos todos seguros de saúde, incluíndo o Douradinho (se a malta soubesse como compensam os seguros de saúde nos animais ... quem me dera para nós humanos ter serviços assim tão bons e baratos!), já que no nosso País grandes são os entraves para se conseguir aceder à saúde em condições,  mas também porque assim se alivia o Serviço Nacional de Saúde para quem não tem alternativa possível.
Arrancámos ainda antes das 24:00 e o que é certo é que às 3 da matina já estávamos de volta ... para às 4 todos estarmos a dormir – merecido descanso!
Custo, 0€ ... mandam a conta lá para casa, mas já antes usufruímos deste tipo de serviço e entre consulta e o medicamento que nos deram logo no Hospital ... costuma rondar os € 40, mais do que compensa!
Com isto acabei por ligar à Avó Paterna para lhe pedir para lá ficar em casa ... até a lareira estava a bombar, e ela adorou que lhe fosse dada esta oportunidade ... (como eu sabia que ia acontecer!), e o Baby F. Quando acordou, por volta das 2 am ainda teve o bónus de ficar com a avó, ser ainda mais mimado, e quando chegámos lá andavam eles a passear pela casa ... em êxtase um com o outro ... senti-me completamente descansado – Sim foi a primeira vez que saímos de casa e deixámos o Baby F. Com alguém ... totalmente confiante!
Acertei quando lhe mandei um sms pouco depois de sair partilhando com a minha Mãe que naquele momento a imaginava sentadinha mesmo ao lado da caminha do puto ... só para o ver dormir (como de resto eu próprio fiz várias vezes...), era mesmo isso que ela estava a fazer ...
No Hospital TODAS as Profissionais ficaram espantadíssimas com o facto de, aos quase 5 meses e meio, estarmos ainda em amamentação exclusiva (introduzimos um biberão de suplemento por dia há um mês), e por estar a correr tudo tão bem, de a Mãe não sofrer e de o puto estar ... óptimo!
Meninas, a natureza sabe o que faz e os vossos corpos são feitos para isto ... o truque é informação e preparação ... e nós temos uma guru da amamentação não deixando de sermos nós a pensar e decidir ... claro!
Mais info sobre este tema, aqui!

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O Baby F.

O Baby F. nasceu há já quase 6 meses se bem que, na práctica, a minha vida mudou logo algures durante a gravidez. Para nós rapazes tudo começa, é claro, no dia em que nos anunciam a gravidez e no meu caso isso não correu lá muito bem ... coisas da vida, das relações. Nada parecido com o que de algum modo já sonhava há alguns anos ... sempre disse que queria ser Pai novo, mais novo do que o que fui, porque de facto nunca liguei muito a idade directamente à juventude mas o que é certo é que fui Pai aos 30.


A não ser que sejam do tipo de pessoa que “engravide pelos ouvidos” (ditado popular tão apropriado) o rapaz/homem demora algum tempo a começar a pensar em TUDO o que vai mudar na sua vida e TUDO o que vai começar a gozar e apreciar, e só mais ou menos aí começa a “engravidar” sendo que nem sempre tal acontece e nem toda a gente precisa de passar pelas situações para, pelo menos, já ter pensado e criado uma maior sensibilidade para tantas aventuras e desafios que normalmente essa fase de vida acarreta, isto mesmo que seja uma Amiga ou a Mulher de um Amigo a grávida ... ou possam além de tudo isto, ter tido um irmão mais novo (cerca de 10 anos) que no meu caso me fez viver uma gravidez e a chegada de um novo membro de uma maneira que nem com o Baby F. vivi ... enfim ..., a Cegonha muda mesmo a nossa vida!
Pois bem, as nossas vidas já estão normalizadas (termo que apenas nos remete ao que é normal ...  e que até foi conseguido relativamente cedo – antes dos 3 meses), já temos novas rotinas e hábitos e já conseguimos inclusivamente ter tempo só para nós. Já fizemos as nossas primeiras férias de Verão  todos juntos (Eu, Ela, o Douradinho e o Baby F.) e começamos agora a procurar locais para visitar e mostrar-lhe, e este fim de semana lá fomos, pela segunda vez, ao Aquário Vasco da Gama em Algés. É relativamente perto e fácil de chegar, com preços acessíveis (cerca de 4 euros por pessoa) e se já eu lá gosto de ir todos os anos pelo menos uma vez,  a verdade é que o Baby adorou!
Primeiro no carrinho, fascinava-se com o movimentos dos peixes, os efeitos das luzes, das cores, mais do que entreter, estimula e relaxa. Quando optámos por uma nova volta com ele ao colo já esperávamos que ele reagisse mais ... confirmou-se! Nada me faz mais feliz do que Vê-lo assim ... tão feliz!
Senti-me tão completo, tão lógico , tão inteiro. Não só por ele, por nós! AMEI!
Isto de se ser Pai é cansativo, é exigente, entre tantas palavras que poderia aqui colocar, mas mais importante e melhor que isso, é tão gratificante e transcendente!





quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Eu acredito!





É possível mudar as coisas, mudar seja o que for,  e o Povo tem esse poder sem ser nos dias das eleições. Com grande poder vem sempre a grande responsabilidade, sendo algo cliché não deixa de ser verdade e também válido, tanto para o Povo como para cada indivíduo que o compõe, pelo menos no mesmo grau até que deve obviamente ser exigido aos que ocupam cargos de poder.
Eu sei que sou algo idealista e paradigmático mas genuinamente acredito no que escrevo, no que defendo, sempre com esperança no melhor e de poder melhorar pelo caminho. Manifestações são vitais para qualquer País que se considere democrático, livre, e com liberdade para o seu povo, mas no seu verdadeiro termo isso não implica sequer falar ou berrar o que é normal e expectável durante uma manifestação, quanto mais seja o que for que implique violência (mesmo que só verbal), vandalismo ou destruição de bens (tanto privados como públicos).

Hoje, mais uma vez, muitos foram os agentes que provocaram o que infelizmente uma vez mais acabou em violência e confrontos entre manifestantes e a Polícia.
Os senhores que convocaram e conduziram as greves, juntamente com os senhores de alguns partidos que tanto deram a cara, deveriam assumir as responsabilidades do culminar dos acontecimentos, ainda mais quando se orgulham de falar em “países irmãos” (alguns com regimes do pior) e de “manifestantes profissionais” (estou a citar) que viajam de propósito para vir incitar violência e instigar outros ao mesmo (curiosamente sempre de cara tapada) mas quando estavam prestes a dar mais uma entrevista em directo para a Televisão e se sentem ameaçados (na mesma linha da frente onde se orgulham de andar o dia todo a instigar) ... desapareceram, os líderes dos movimentos, dos partidos, e até os profissionais ... e ficaram todos os outros (que no fundo são os mesmos mas não percebem).
Pena tenho de muitos dos manifestantes, que acreditam como eu em algo melhor e que arriscaram em tentar, eles existem , eu sei, conheço bem vários, muitos.
Não me manifestar não é ser contra, bem pelo contrário, muitos dos que se manifestam representam-me melhor do que eu alguma vez conseguiria fazer.
Eu não conseguiria calar-me, como não calei, nas poucas manifestações que fui, e se sentir vontade de o fazer no futuro, cuidado! Não pela violência, não pela agressividade, ...
Como exemplo: Bem recentemente, no dia em que a Chanceler Alemã cá veio, a “tia” Ângela, acabei por ser manifestante à força já que fiquei retido naquilo a que se chamou operação de segurança, fecharam tudo e mais alguma coisa incluíndo o espaço aéreo nacional, cortesia concedida a poucos líderes (e que não abonam a Chanceler). No meio da coisa toda, que se resumia a cerca de 50 manifestantes que incluíam por exemplo os Homens da Luta, acabaram também apanhados nos cortes de ruas, estradas, caminhos na mata, ... e até do ar ... aparecem dois turistas que por serem alemães começaram por ser verbalmente agredidos e que graças a rápida e pronta intervenção da minha parte (bem brusca e agressiva) por ali ficou, ainda mais quando o corpo de intervenção da PSP me acabou a ajudar.
Isto a esta escala. Eu, numa manifestação como a de hoje, acabava pelo menos morto. Pelo menos.
Eu acredito que é possível um povo manifestar-se sem provocar um único distúrbio,  desde que unido e a reclamar ou exigir algo que se traduza numa ideia simples e comum a todos e até já fizemos uma revolução assim. A organização e o planeamento bem como a noção de responsabilidade do que se tratava talvez tenha relevância, e actualmente tal não me parece possível, não por falta de descontentamento mas por não se saber bem o que se reclama, não sem ser do contra. Contra tudo o que anda a ser feito, contra os cortes, contra os despedimentos, contra o desemprego, contra a austeridade, contra a troika, ... lá está, do contra. Pelo meio, seja qual for a razão, o deflagrar, o ponto de ignição, a malta anda a perder a razão. Os manifestantes têm de ser os primeiros a reagir e violentamente contra qualquer tipo de ameaça interna ao objectivo comum.
Eu acredito numa manifestação onde o primeiro tipo a começar a destruir uma calçada e atirar a primeira pedra à polícia não atira a segunda, mas porque os manifestantes o impedem e, ou ele pára imediatamente e adere ao movimento ou, temendo a reacção dessa multidão acabe detido para a sua própria protecção e a enfrentar a justiça pelos crimes que cometeu. Se calhar é pedir muito, mas para mim, uma manifestação dessas estaria sempre a legitimar-se, a credibilizar-se, e não justificaria nunca uma carga policial, por maior que fosse, e por mais que não dispersasse, e para mim, isso seria utilizar o maior poder de todos. Mais, se num protesto exemplarmente pacífico for dada uma ordem de carga ter-se-ia muito mais probabilidade de os Polícias  não obedecerem. Muitos deles, se pudessem, estavam do outro lado se tivessem garantias de não acabar envolvidos em desacatos como tantos acabam. Esse nível colocaria as coisas num grau que obrigaria tanto a polícia como os políticos a procurar ceder.

Hoje aquilo que poderia ter sido mais um bom exemplo de como por cá as coisas são diferentes acabou, uma vez mais, manchado. Não interessa agora explicar e desculpar com o facto de terem sido só uns tantos a provocar, bem sei que é verdade, dos extremistas aos fanáticos, passando pelos ditos manifestantes profissionais, muitos mais foram aqueles que permitiram a violência e os confrontos, todos os outros, que sobre o que acontecia bem à frente dos seus olhos não se manifestaram.
Compreendam agora que os outros, que até podem não se ter manifestado, se manifestem agora desde que de um modo que não recorra à violência, à destruição de bens privados e públicos, que não implique violência física para com ninguém,  enfim, desde que feita com civismo, mesmo que isso implique algum exagero (seja em analogias, em metáforas ou até em hipérboles) nos termos, nas palavras (o dicionário é sempre um bom consenso para rever significados das mesmas), vejam-no como um estilo linguístico utilizado por cidadãos civilizados para se exprimirem e usufruírem assim do seu direito à liberdade de expressão, sem custos (só mentais) para todos, sejam individuais ou colectivos  (o Estado - conjunto dos mesmo indivíduos citados atrás).
Tudo coisas que não se pode dizer que se tenham visto muito hoje ... mas que ficou para a história, lá isso ficou!

terça-feira, 13 de novembro de 2012

O meu primeiro filho - O Douradinho

O meu primeiro filho foi um cão, lamento mas é a verdade. Já antes tinha tido animais, mas ter animais na casa dos pais, com os pais, não é bem a mesma coisa que ter um cão ... sozinho, vivendo sozinho. E as Rãs, os Hamsters, as formigas e os pássaros não requerem a mesma atenção ... nem 3 passeios por dia, faça sol chuva ou neve ....
Muitos pedem aos Pais para ter um cão e se começam por aí ou os vossos Pais percebem a importância que é ensinar a ser responsável pelo animal ou está o caldo entornado. Muitos dos que começam com pedidos aos Pais para ter animais até fazem grandes manifestos e exposições de teorias e de promessas, tipo campanha política, cheia de promessas, de boas intenções, mas após as eleições ganhas (cão em casa) normalmente tudo muda, ou, a bem da verdade, nada muda.


Conheço até vários casos de malta que quase que impõe aos pais o cão ... numa casa que, sendo dos Pais, que nunca quiseram ter animais, e que após uma vida inteira a trabalhar para conquistar algum tipo de paz certa e garantida (que cada vez mais está difícil de obter), acabam a pagar um preço que não lhes deveria ser imposto muito menos ao animal ... e o que não falta é casos em que o animal acaba dado ou até mesmo abandonado ... quando afinal o ser humano que despoletou tudo deveria acabar a pagar até ao fim de vida do animal as despesas que ele acarreta, talvez assim percebessem para a frente que a responsabilidade de ter um animal não pode nunca acabar, seja porque vai para fora trabalhar, porque quer ir de férias, ou só porque mudou de opinião ... pode fazê-lo, não deveria era condenar nada nem ninguém a pagar, porque as responsabilidades não se delegam (quanto muito funções).
E de um modo geral a malta que passa por isso, mais ou menos, seja qual for o grau, não pára para primeiro que tudo reconhecer o que fez ... quanto mais aprender e isso limita-os a eles e aos que os rodeiam, quanto mais o animal ... para todo o futuro que tiverem.
Eu, ao adoptar (a importância de se tratar as coisas pelos nomes) , aceitei que TUDO na minha vida teria de passar a ser ... diferente. O meu dia-a-dia passou a começar bem mais cedo, chegando a acordar às 6 da manhã para poder passear e  treiná-lo um bocadinho, nos primeiros anos todos os dias ao fim do dia tinha sessão de treino de pelo menos duas horas, e muitos dias tinha de ir a casa à hora de almoço para o passear. As minhas férias passaram a ser diferentes e tê-lo sempre em conta, existindo excepções em que vou para fora e ou o deixo no Hotel ou com alguém (e não é qualquer um/uma que fica com o Douradinho (nome de código para a net).


O mais difícil que passei na minha vida com animais domésticos foi o ter de aceitar que não tinha condições para tomar conta de um cadela (após esta ter sofrido um brutal acidente e ter ficado para sempre limitada) – até foi fácil no que toca à práctica, graças ao meu Pai (um exemplo perfeito no que toca animais, não fosse ele na altura líder de várias Associações Ambientais e voluntário em acções várias de estudo, investigação e também de reacção ... )
Talvez por isso quando se divorciou e vi “sobrar” um cão ... me tenha doído tanto, Ele é que não tinha culpa de nada e ali estava ele, sozinho e triste, numa casa outrora cheia de vida e que agora não tinha nada nem ninguém ... estando garantida a alimentação. Muitas foram as vezes que, chegando à sexta-feira, eu arrancava para o Alentejo para por lá ficar até Domingo à noite ... nesse Verão as minha férias foram lá passadas, no total, e quando lhe encontrámos um Lar (era impensável trazê-lo para a cidade e enfiá-lo num apartamento), e eu passei a noite a chorar por saber que provavelmente nunca mais o veria ... ele passou a noite debaixo da minha janela ... a ganir e uivar ... (doía ainda mais!), marcou-me para SEMPRE! Mas fiz o que era certo para Ele e não o que era fácil para mim!
Assim perceber-se-á como aceitei a decisão de adoptar o Douradinho – com medo das consequências – já que não tive grande voto na matéria ... e quem os teve não o adoptou ... nem vive com ele ...
O Douradinho é hoje um cão com quase 11 anos, sempre foi calmo e extremamente educado, não empina, não salta,  passeia solto e obedece (actualmente muitas das vezes vai de trela mas apenas por estar quase cego e o poder ajudar a não bater tanto contra tudo e mais alguma coisa ...), não deixando por isso de ser um cão feliz, fartou-se de viajar, passear e explorar em caminhadas de horas, e até banhar-se em muitas das praias da Costa Alentejana (onde chegava a mergulhar por baixo das ondas, sozinho e por iniciativa) e piscinas de amigos que lhe achavam imensa piada já que nadava e brincava com a malta dentro de água, chegando a ficar comigo só a flutuar e apreciar o fresquinho tipo banho de imersão ...  que vida!
Vou mais longe, o douradinho não ladra (só quando é mesmo preciso!) e por norma não passa a estrada sem autorização ... enfim, é educado, comporta-se! Óbvio que se passar uma “miúda” (leia-se cadela) do outro lado da estrada ... muda tudo, actualmente fica meio perdido por não ver quase nada ... 


Contigo meu Douradinho querido, aprendi a diferença entre dizer que se tem um cão ... e ter de facto um cão ... e isso prende-se com o facto de se fazer o que tem de ser feito, com estar presente e com dar o meu melhor! ...
Mais importante ainda, aprendi a educar aprendendo mais do que ensinei ... e mesmo com os animais os humanos têm TUDO a aprender, já que os únicos que se autointitulam de inteligentes e racionais ... são os que nos condenam diariamente à extinção, replicando e insistindo em comportamentos insustentáveis e NADA racionais quanto mais inteligentes.
Contigo aprendi a importância dos pequenos passeios ... mesmo estando cansado, chateado e sem humor ... mesmo estando um frio de rachar e/ou a chover.
Actualmente o douradinho é o irmão mais velho, e já reconhece o Baby F. (já o lambe e já se deita no chão da sala ao seu lado) mas já está a entrar na parte menos feliz (ou mais chata) ... já que após uma vida inteira com displasia, com cataratas, com fadiga muscular, ... mas sempre saudável e feliz, manter essa qualidade de vida será agora o desafio, e dentro do que me for possível e talvez impossível, continuarei a tentar ... e a dar o meu melhor! Mas já tenho saudades do meu Companheiro ... MUITAS!
Agora já passa o dia em lamentações ... seja de atenção, de mimos, de passeios ... já que sente que tem menos de nós ... e isso entristece-me apesar de ser normal e expectável ainda mais vindo de um Labrador.


Isto que aqui leem é nada mais nada menos, que o aceitar de algo natural e inevitável, para que em Vida não se perca de vista nada do que realmente importa, quem quer procura razões (para conviver mais, mimar mais, amar mais, ...) quem não quer arranja desculpas (está cansado, está frio, ..  tem outras coisas para fazer .... etc.) e isso funciona também para com relações humanas ... aproveitem enquanto podem, a companhia dos vossos companheiros, dos Amigos, dos que optam por vocês ... humanos ou não!
Procurem, por opção, quem querem encontrar ... e passar tempo, antes que seja tarde demais, ou aceitem que não optam por vós ... e optem antes por quem retribui ... a reciprocidade é importante.
E, se for preciso, quando for preciso, façam ... o que for preciso por esses que o merecem, mesmo que isso seja segurar-lhes por exemplo a mão, ou a patinha, ...  não sair do lado dele ... como já antes fiz ... não foi fácil, não, mas seria muito mais difícil viver não o tendo feito, seria muito mais difícil viver comigo ... como muitos fazem ...
Já tenho saudades Tuas!


terça-feira, 6 de novembro de 2012

Desta vez é diferente, ou não!? Quantas vezes pode o mesmo País falir?



Mas afinal tudo e todos podemos falir? Quantas vezes?
O que é falir?

Falir, pelo menos de acordo com aquele que é o código linguístico para a nossa língua – o dicionário (tão fora de moda mas nem por isso menos importante para se falar, comunicar e tratar as coisas pelos nomes com objectividade e sem ruído, ter boa comunicação).
Falir significa faltar aos compromissos, minguar, desfalecer, no comércio é quebrar (ou vai ou racha ...), suspender os pagamentos ...  e actualmente tudo tem falido ... empresas, pessoas e até países ... mas não é novidade nenhuma, a malta fez foi questão de não se lembrar já que sempre tivemos (a Humanidade) o terrível hábito de remediar, de desenrascar algo ... e chutar a bola para a frente ou empurrar com a barriga ... e voltar mais ou menos ao mesmo senão só ao mesmo de sempre. Expressões tão oportunas ... mas que nos continuam a condenar sempre à repetição do mesmo ... e aprender é passar pelo mesmo e fazer diferente! ... simples.
É preciso parar, assumir os erros, as verdades inconvenientes, assumi-las e reconhecer que todos temos de algum modo responsabilidades (só assim se ganha consciência de um ou vários defeitos/pontos fracos que mais à frente poderão ser corrigidos) e aí a nossa cultura (Portugal) é a oposta do que falo e do que é preciso. O Português é o perito no desenrascanço ... o que é paradoxal com o planeamento, quanto mais com a implementação, o controle, a avaliação .... (não estamos por isso condenados, mas temos nos genes a arte do não fazer ... em vez disso lá vamos fazendo ... mas esse é um tema que abordarei numa outra ocasião em breve.

Não consegui encontrar muita informação anterior a 1800 mas desde então, só a Espanha já entrou em incumprimento treze vezes e a Alemanha oito. As Falências de Estados são bem mais normais do que aquilo que nos passam ... Não sendo por isso menos graves, menos sérias, ou menos relevantes até porque têm consequências brutais para as pessoas, para o povo.
Um perdão de dívida, a recusa de pagamento aos credores ou a insolvência de um país são eventos que constituem muito mais a norma do que a exceção na história financeira moderna do Mundo mas para isso saltar à vista é preciso estudar, investigar e ir buscar informação, filtrá-la e analisá-la ...
Já não nos parecemos lembrar do facto de muitos dos Países já faliram, recorde-se por exemplo a falência da Argentina (em 2001), é normal já que bem mais recente temos aquela que foi só a maior reestruturação de dívida alguma vez feita (Grécia em 2011) mas estes foram casos amplamente debatidos e considerados como eventos anormais, extraordinários, a realidade é que as vagas de falências de nações são afinal fenómenos cíclicos e até habituais se olharmos para a História, são consequências ou danos colaterais de algo que afinal não se fala, nem se assume, quanto mais muda e evolui.
As duas mais recentes vagas de falências de países aconteceram quase seguidas em duas décadas (80 e 90 do século passado) com as economias emergentes da América Latina mas anteriormente, nos períodos da chamada Grande Depressão e no pós-Segunda Guerra Mundial, temos outra vaga que afectou as economias mais desenvolvidas, nomeadamente, as da Europa. A próxima onda poderá de facto vir a atingir o centro da moeda única europeia e até o centro da União Europeia. Grécia, Portugal, Hungria, Eslovénia, Espanha e Itália estão entre os alvos mais prováveis.
Pesquisando e estudando encontram-se alguns factos curiosos para contrastar, já que só nos últimos 200 anos registaram-se mais de 250 falências de Países, alguns várias vezes. Em cerca de 200 anos, por exemplo, a Grécia, passou mais de metade desse tempo falida ou a incumprir (100 anos) dependendo de credores e de acordos especiais que acabaram por nunca ser aproveitados para corrigir aquilo que é a doença, cada vez mais crónica, desta cultura não sustentável e por isso não viável mas que persiste e é cada vez mais norma ... e aí de facto Portugal tem algumas parecenças e deveria aprender até olhando para os erros dos outros (por vezes é mais fácil ver nos outros o que afinal nós também fazemos).
Desde 1800 até aos dias de hoje, Portugal entrou em incumprimento seis vezes (3 no pós 25 de Abril tendo a maior intervenção e perda de soberania do Portugal que hoje existe ocorrido sob a égide do Sr. Mário Soares (Não anula TUDO o que fez pelo País) mas parece já não se lembrar de ter cortado ordenados, subsídios, anulado direitos aos cidadãos, por necessidade real e imposta no contrato – ou memorando de entendimento -  por ele negociado e implementado enquanto Primeiro Ministro), e também aí, perdemos a oportunidade (como sempre) para evoluir. A Alemanha e a França faliram oito vezes e a Espanha consegue a proeza de ter falido13 vezes. Os espanhóis, aliás, foram os que mais processos de falência perante os seus credores registaram em todo o Mundo até hoje. Mas nem só de “maus” se faz este “filme” já que países como os EUA, Canadá, Reino Unido, Holanda ou Suécia cumpriram sempre as suas obrigações perante os seus credores internos e externos. Tendo aqui que se destacar que isto não representa um atestado de rigorosamente nada já que, por exemplo, os EUA têm uma dívida pública colossal (não em percentagem do PIB e sim em valor nominal real) que tem subido bastante, por várias vezes, e até o tecto máximo (limite máximo) que é possível ter de dívida pública em função do PIB, para se continuar igual ... e evitar o default, tem sido subido em função do que precisam (para quê ter um limite máximo de endividamento se não for para cumprir?).
Quando uma empresa vai à falência é uma questão de tempo e desaparece, mas as pessoas não ... e muito menos os Países, o que nos leva às perguntas - Afinal quantos anos dura uma falência? Qual o número de anos que o País em questão não pagou aos seus credores. A Grécia aparece em destaque com uma história de incumprimento único já que desde 1839 até hoje, mais de metade destes quase 200 anos foram passados em default. No top dos campeões do incumprimentos seguem-se a maioria dos Países da América Latina (cerca de 40% dos últimos dois séculos em falência).
As causas para um País acabar em default, falência ou em incumprimento são várias, mas em comum todas têm o facto de preferirem não saber, nem olhar, a doença. É preciso abordarem todos os assuntos, atacarem os problemas, e para isso é preciso que a população comece individualmente a querer ir saber, estudar, aprender, investigar, interessar-se, para que passe a fazer sentido ter que ser abordado pelos líderes ou os que se candidatam para líderes. O Povo faz o País e não ao contrário.
O que é certo é que nos últimos dois séculos esses colapsos foram sobretudo desencadeados (a última gota de água) pela queda abrupta dos preços das matérias-primas, por fugas repentinas de capitais ou choques na confiança dos investidores.
Mas de uma maneira geral ninguém aprendeu com os erros e isso já se vai ouvindo até de pessoas bem mais credíveis que eu.
As coisas mais difíceis de se ouvir são normalmente as que não podem ficar por dizer e a malta não se pode afastar da responsabilidade para consigo e com o seu País, para com os que lutaram para nos conceder este Presente, Livre, nem que seja para falar e dizer o que quer que seja. Para não ir votar porque dá trabalho, ou porque preferimos ir à praia e depois passar o tempo a reclamar como tantos que conheço. Temos de perceber que o preço da Liberdade está aí, e não serão os famosos “Eles” a pagar ... e sim Nós. Não gosto desta política de hoje, mas adoro o que a Política representa (A verdadeira), a multiplicidade é sinal de riqueza, mas sem vontade de gerar consenso e sem disponibilidade (flexibilidade) em nome de algo maior ... mais do que continuar a dissecar tudo o que nos separa ... é melhor começarmos a concentrar-nos naquela que é a zona com maior área – o que é comum (Portugal) e como torná-lo viável e sustentável (coisa que nunca foi!)
A Democracia é o regime mais caro, mas o único que oferece Liberdade aos cidadãos. Com grande poder (como o poder fazer o que se quiser com a nossa liberdade) vem sempre uma grande responsabilidade ...

Para acabar sugiro um livro que muito esclarece sobre as falência dos Países e os porquês - This time is diferente (2011), Kenneth S. Rogoff e Carmen Reinhart, ambos docentes da Universidade norte-americana de Harvard, analistas das crises financeiras passadas que chegam mesmo a referir que, ao longo dos anos, países e credores sofrem continuamente do síndrome de «desta vez será diferente», uma espécie de ilusão de que se aprendeu com os erros do passado, após uma crise, e que no futuro estes não se irão repetir. Isto, mesmo não tendo parado sequer para que se ganhe consciência dos mesmos, para depois os abordar (sem pré-conceitos nem conflitos de interesses) o que faz com que norma não se mudem os modelos insustentáveis como vivemos.
Basta olhar para as crises de incumprimento na Argentina na Grécia, ou a entre as “bolhas” das “dotcom” e do “subprime” nos EUA (eventos separados por menos de dez anos entre si), ou até para Portugal, para se perceber o quanto dura a memória de políticos e dos mercados. Como concluem Rogoff e Reinhart no seu livro: «a capacidade de os governantes e investidores se iludirem, abrindo portas a um período de euforia que normalmente acaba em lágrimas, permanece uma constante» mas vou mais longe já que também Eu e tu sofremos do mesmo ... e aí é só olharmos para a nossa história recente.